E Se Eu Tivesse Sabido Antes?
Se eu tivesse sabido antes o que é o autoamor…
Se eu tivesse sabido que me amar não era apenas uma frase bonita, mas uma
prática diária, uma escolha silenciosa que começa com o jeito que a gente se
olha no espelho, com os nãos que a gente aprende a dar sem culpa, com os
limites que desenham o nosso território sagrado...
Se eu tivesse sabido antes que as histórias de
princesas são mentirosas — que não existe um “felizes para sempre” com alguém
que sequer aprendeu a sentir — talvez eu tivesse protegido melhor o meu
coração.
Talvez eu não tivesse me entregado inteira a pessoas que não sabiam o que fazer
nem com metade do que eu era.
Se eu tivesse sabido que não é errado ser
verdadeira… mas que é preciso sabedoria para saber com quem, quando,
e como mostrar essa verdade… eu teria sofrido menos.
Porque nem todo mundo merece conhecer a nossa alma de perto. Algumas pessoas
usam a nossa transparência como mapa para onde podem nos ferir.
E se eu tivesse entendido — lá atrás — que tentar
ajudar todo mundo nem sempre é amor… que às vezes é só carência disfarçada de
generosidade… talvez eu tivesse me poupado de tanto desgaste.
Porque nem todo mundo quer ser ajudado.
E quando você insiste em salvar quem não quer ser salvo, é você quem afunda.
É preciso aprender a observar os seus olhos no
espelho.
Os olhos são o espelho da alma.
E eles nos dão o sinal.
Eles vão perdendo o brilho quando estamos no caminho errado.
E basta refazer a rota e se amar novamente para que o brilho volte —
Porque esse brilho vem de dentro.
E nada, nem ninguém, pode te tirar isso.
Descobri tudo isso aos poucos, entre silêncios,
lágrimas e recomeços.
Descobri depois das quedas, depois das dores — mas talvez não precisasse ter
doído tanto.
Este livro é para você que ainda está a tempo de
saber antes.
É um convite à curiosidade, à escuta, à lucidez.
Para que a sua história não precise sangrar tanto até florescer.
Para que o seu caminho seja de descobertas antes que precise ser de
sobrevivência.
Porque aprender antes da dor também é
possível.
E é um dos maiores atos de amor que podemos nos oferecer.
Com carinho e verdade,
Marcia Durães Henrique

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