Ela Aprendeu a Ser Plena
Durante muito tempo, ela buscou fora o que só poderia encontrar dentro. Tentou se moldar às expectativas, calou sua intuição, e acreditou que só seria amada se fosse perfeita.
Mesmo sendo intensa e com coragem para vivenciar o amor, aceitou viver amores rasos, silenciou sua dor para não parecer fraca, e por muitas vezes, se colocou em segundo plano.
Mas a vida, com sua sabedoria silenciosa, foi empilhando experiências — umas doces, outras doloridas e amargas — que, sem que ela percebesse, estavam lapidando sua essência. E um dia, ela parou. Respirou fundo. E olhou para trás não com pesar, mas com compreensão.
Entendeu que cada lágrima a ensinou a se respeitar. Que cada rejeição a conduziu de volta para si mesma. Que cada silêncio do outro era um convite para escutar sua própria voz.
Sim, escutar sua própria voz. Pois, uma coisa que ela sempre teve em mente, era que não poderia jamais deixar uma pergunta sem resposta, se alguém lhe faz uma pergunta, o mínimo que qualquer pessoa pode fazer é dar uma resposta, isso se chama educação, tratar outro Ser Humano, como Humano, mesmo quando não se tratava de um afeto.
Então, por ter esse respeito pelo próximo, mesmo sendo um desafeto, ela sempre procurou agir com educação com todos. Por este motivo, o silêncio do outro a incomodava.
Mas isso fala do que o outro é, não sobre o que ela é.
Foi então que ela percebeu que não precisava mais de validação externa, pois agora reconhecia o valor que habitava nela. Descobriu virtudes antes ignoradas — sua empatia, sua força silenciosa, sua sensibilidade que antes era vista como fraqueza, mas agora era sua luz mais bonita.
Hoje, ela caminha com leveza e coragem. Não porque nada a fere, mas porque aprendeu a se acolher. Ela é plena, não por estar completa, mas por ter se tornado inteira.
E o mais bonito é que agora ela ama… sem depender. Perdoa… sem esquecer de si. E sonha… com os pés bem firmes no chão.
Ela aceita sua dualidade, luz e sombra.
Ela não precisa provar mais nada.
Ela só precisa SER. E ser, finalmente, é suficiente.
E hoje, ela ama quem se tornou.

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