O perigo invisível de rotular o outro
Hoje vim falar de uma coisa que está me incomodando muito na internet e não consigo parar de pensar que preciso alertar aqueles que não possuem alguns conhecimentos.
Virou moda na internet listar características de alguns transtornos ou questões psicológicas, como se, em um teste de 5 perguntas que você lê em um post, fosse possível “rotular” o outro — alguém que o post está te ensinando a “analisar”.
Primeiro ponto, muito sério:
O autoconhecimento não vem da noite para o dia. É um exercício constante e que acontece em camadas, como se fôssemos uma grande cebola. Ao tirar a casca, analisamos a primeira camada, nos habituamos a ela e partimos para desbravar a próxima.
Por este motivo, as terapias levam muito tempo.
E sim, alguns psicólogos especializados em determinados assuntos conseguem identificar alguns padrões em nós, mas eles NUNCA nos ensinam a julgar nem rotular o outro, e sim a identificarmos o que nos levou a repetir aquele padrão e a nos curar.
O FOCO sempre tem que ser VOCÊ.
Estão ensinando as pessoas a rotular O OUTRO, sem olhar para si.
E esses rótulos, em 99% das vezes, são injustos.
Existem no mundo trocentos narcisistas, psicopatas, sociopatas? Sim...
Mas já pararam para pensar que, em algum momento da sua vida, você mesmo(a) pode ter tido um comportamento semelhante ao de um narcisista e podem estar te rotulando por isso?
Porque sim... todos nós temos padrões que precisam ser curados e, em algum momento, vão se assemelhar a síndromes ou transtornos psiquiátricos. E isso não quer dizer que todo mundo tenha essa síndrome ou transtorno.
Quantas pessoas estão sendo julgadas neste momento por influenciadores irresponsáveis — e você, internauta, acreditando?
Gente... esqueça os defeitos do outro. Quais são os seus?
Você quer se tornar uma pessoa melhor ou morrer como um poste, que, desde que foi colocado em um lugar, só deteriorou?
Não é esse o mundo que quero deixar para a minha filha e, por isso, eu luto para que as pessoas parem de rotular em massa.
Não estamos em um grau de evolução de amar a todos como Jesus ensinou, mas parar de generalizar já podemos.
Vamos procurar profissionais responsáveis e com referências saudáveis, que realmente queiram a sua cura.

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