Marcas de Luz


 ✨ Qual é o meu papel no mundo?


Nós, seres humanos, ao reencarnarmos neste planetinha azul, recebemos algumas missões. A primeira — e que sustenta todas as outras — é buscar a nossa própria evolução moral e espiritual.

A segunda é contribuir com a evolução dos demais. Fazemos parte de um grande clã humano e, mesmo quando não temos débitos diretos com alguém, ainda assim podemos — e devemos — acrescentar algo de bom na vida do próximo.

Quando eu tinha 16 anos, uma amiga me contou que estava grávida. O namorado queria que ela tirasse a criança. Sem refletir muito, disse a ela que, se o fizesse, não seríamos mais amigas. Éramos inseparáveis, e talvez isso tenha pesado em sua decisão. Ela tinha medo da reação do pai, e eu fui com ela dar a notícia. O pai chorou, não de raiva, mas por perceber que a filha não confiava no acolhimento dele. Dez anos depois, essa amiga voltou ao Rio e me procurou — fez questão de me apresentar a filha. Foi uma das experiências mais marcantes que já vivi sobre o poder de “fazer a diferença”.

E é isso que tenho refletido: não consigo conceber a ideia de passar pela vida de alguém sem deixar uma marca boa, mesmo nos desafetos. Não vamos fingir que já somos anjos que amam a todos igualmente — se fosse assim, Jesus já teria voltado para pôr ordem. Mas mesmo nas relações difíceis, há sempre algo que podemos oferecer: um gesto de compaixão, um silêncio para evitar ferir, um olhar que reconhece o outro.

Desde cedo, duas frases ecoam dentro de mim. A primeira: não posso passar em branco na vida de ninguém. Nem daqueles que não gostam de mim — porque sempre há uma lição a aprender e outra a deixar.
A segunda: não é porque não gosto de alguém que vou desejar o mal. Às vezes, afastar-se e silenciar é também um ato de caridade quando não temos nada melhor a oferecer.

Sou espírita, e sei que muitos dizem: “o Espiritismo explica esses desafetos gratuitos”. Sim, explica. Mas a explicação não justifica as nossas escolhas. Prejudicar alguém, mesmo sentindo antipatia, é decisão pessoal. É escolha.

E aí vem a pergunta que não me larga: para que escolher uma religião ou filosofia de vida, se não for para colocá-la em prática através de atitudes concretas — dentro e fora do centro espírita?

Às vezes, um simples “bom dia” já muda o dia de alguém invisível para a sociedade. Reclamamos que o mundo está ruim, mas o que temos feito para melhorá-lo? Muitas vezes nos acomodamos, vivendo sem acrescentar nada de bom ao coletivo. E a mudança pode ser pequena, sim: mudar o dia de uma única pessoa já é um começo.

De todas as tarefas na Casa Espírita, a que mais me toca é acolher quem chega. Olhar nos olhos, fazer sentir-se visto. É simples, mas é imenso.

Se todos se propusessem a realizar apenas uma boa ação por dia, já teríamos um movimento de luz capaz de transformar o mundo. ✨💛


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

✨✨✨ Uma semana que Deus te chamou! ✨✨✨

✨✨✨ Voando alto sob o sol dourado ✨✨✨

🌟 Conhecimento é Libertação 🌟