✨✨O Comitê Interno: quem está no comando da sua vida hoje?✨✨
Depois de falarmos sobre as camadas da cebola e, de esclarecermos que isso se refere à cada sombra , cada trauma, ou situação que não conseguimos encarar de frente, resolvi compartilhar o resultado da união de terapias, estudos, pesquisas sobre a mente humana etc.
E é sobre isso que quero falar hoje, de um jeito simples.
As Fragmentações do nosso 'Eu'.
A maioria de nós passa a vida acreditando que existe apenas um 'Eu' e, que 'somos complicados'.
Porém, assim como o cérebro possui dois hemisférios que funcionam de maneira completamente diferentes, nossa mente também tem essa capacidade, só que um pouco mais diversificada.
Existe aquele 'Eu' que acreditamos que 'devemos' ser.
E existem aquele "eu" que toma decisões, que acorda cedo, que sente raiva ou que sente amor.
Aprofundando os estudos sobre como nossa mente funciona, descobri uma verdade muito mais libertadora: nós não somos uma peça única. Nós funcionamos, na verdade, como um sistema, um verdadeiro comitê interno
Às vezes, esse comitê está em perfeita harmonia. Mas, na maioria dos dias, o que acontece é que uma "parte" nossa assume o controle e começa a ditar regras que a gente nem concorda.
E ai começa o problema, começamos a não entender por que agimos de forma contrária ao que desejamos, sem entender como e por que no sabotamos, se é que percebemos a sabotagem.
Tem dias que nos olhamos no espelho e pensamos:
- Não gosto de mim
- Não mereço uma vida melhor
Pois é. A gente costuma achar que esses pensamentos são a verdade absoluta sobre quem nós somos.
Estudiosos famosos do mundo inteiro, ensinam que estes pensamentos de não se amar, talvez até se odiar, não nos sentirmos merecedores, não são você inteiro falando.
É apenas uma parte do nosso sistema que está muito machucada, ou com muito medo, tentando se proteger do jeito que sabe
A grande chave para a paz — aquela que venho buscando com tanta dedicação — está em aprender a linguagem dessas partes
Quando a gente entende que não somos a raiva, mas que estamos com uma parte raivosa ativada, a mágica acontece.
Quando entendemos que não somos os 'não merecedores', mas que estamos fugindo de algum sentimento que nos fere, a mágica acontece.
Quando entendemos que não somos a baixa-estima mas, estamos acreditando em algo que nos foi dito ou ensinado na infância, a mágica tambpem acontece.
Para aprender a lidar com isso, precisamos criar uma distância segura dessas 'crenças'.
Isso é chamado de desfusão: perceber que você tem partes difíceis, mas que você não é essas partes
O exercício que tenho feito e que convido vocês a tentarem é simples:
Na próxima vez que um pensamento destrutivo vier, em vez de dizer "eu sou um desastre", experimente dizer: "tem uma parte de mim que está se sentindo um desastre agora".
Parece pouco, mas essa pequena mudança de linguagem muda tudo no nosso corpo e na nossa percepção
E o que você faria se ouvisse outra pessoa falando desta forma de si mesmo? Provavelmente acolheria, diria o quanto essa pessoa é boa em diversas coisas e evidenciaria isso.
Por que não fazer consigo mesmo?
Isso permite que o nosso "Eu Observador" — aquela parte nossa que é calma, curiosa e compassiva — possa assumir o comando da reunião
Esse "Eu Superior" não precisa brigar com as outras vozes. Ele apenas olha para elas e pergunta: "O que você está tentando proteger? Do que você tem medo?"
Ao dialogar com essas versões nossas, em vez de tentar silenciá-las ou brigar com elas, começamos um processo real de auto-cura.
A gente para de se sentir "quebrado" e entende que tudo o que essas partes fizeram até hoje foi tentar nos manter seguros, mesmo que, lá no fundo, elas não soubessem como fazer isso de um jeito saudável
Muitas vezes agimos de uma forma muito diferente da que queremos, por que aprendemos a 'sobreviver' ao mundo mas, quando tomamos conhecimento dessas informações, podemos mudar e assumir o comando, aos poucos.
É importante dizer que essas partes fragmentadas, nem sempre se comunicam entre si e, dependendo do trauma que gerou a que podemos chamar de mais forte, essa pode assumir o controle sem que a gente perceba. E nossa estranheza sobre nossos comportamentos está no fato de que essa parte fragmentada sequestra nossa mente e desliga por um tempo nossa capacidade de raciocinar sobre nossos atos (literalmente desliga o nosso córtex pré-frontal) e agimos no automático.
A vida é um processo constante de reencontro.
Cada vez que acolhemos uma parte nossa que estava escondida ou sofrendo, a gente ganha um pouco mais de paz.
O processo de evolução não pode parar, mas agora ele tem uma companhia muito mais gentil: nós mesmos, atuando como líderes sábios do nosso próprio comitê interno.
Que a gente aprenda a ouvir todas as nossas vozes com paciência, sabendo que, no fundo, a intenção de todas elas é sempre a mesma: buscar a nossa felicidade, mesmo que, às vezes, elas se percam pelo caminho.
Que a jornada de recuperação do nosso leme seja próspera e feliz!
Paz e bem para todos nós! 🙌🙌🙌

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