✨✨✨ Os ensinamentos da Cebola ✨✨✨
Depois de muitos anos trabalhando o autoconhecimento e estudando diversas áreas do desenvolvimento humano, desde 2016, enfim consegui experienciar a Teoria da Crença Raiz da PNL — Programação Neurolinguística.
O autoconhecimento acontece em fases. Vamos nos descobrindo por camadas.
Às vezes, identificamos um comportamento que afeta uma área específica da nossa vida… e começamos a investigar.
Por exemplo: um determinado comportamento que prejudicava sua vida de relações, teoricamente, não teria nenhuma relação com um outro comportamento da sua vida profissional, que, de certa forma, você poderia até achar saudável.
E é exatamente nessa “pegadinha” da mente que mora a autossabotagem.
Você identifica uma determinada crença que afeta sua vida de relações e, na teoria, ela é o seu problema.
Exemplo: quem carrega a ferida da rejeição costuma tentar agradar as outras pessoas o tempo todo.
Profissionalmente, a pessoa pode conseguir agir de outra forma “aparentemente”. Porque esse mesmo medo pode ser identificado no perfeccionismo ou no enfrentamento mais severo de algumas situações, onde a pessoa se engana achando que está sendo forte no ambiente em que precisa ser forte.
Contudo, se você se dedica realmente ao autoconhecimento, a ficha vai caindo... em etapas. Aquele ditado popular que diz: “Deus dá o frio conforme o cobertor” pode ser aplicado exatamente nesse processo.
Deus, através das situações da vida, vai nos mostrando o caminho conforme vamos desenvolvendo nossa capacidade de entender.
Nas situações difíceis, quando nos perguntamos o porquê daquele determinado incômodo ou dor, se não somos capazes de achar as respostas sozinhos, sempre aparece um “anjo” — alguém ao nosso redor — que nos fala algo ou agem de determinada forma para que possamos entender uma parte do que está acontecendo.
Às vezes é uma atitude ruim de alguém com quem você nem tem ligação; às vezes é a palavra doce de um amigo ou familiar que te explica algo que você não está enxergando em si mesmo. Outras vezes, são sonhos ou orientações de guias espirituais (para quem acredita nos Espíritos).
Até que chega um momento em que, como se fosse mágica, tudo se encaixa.Deus nos entrega a peça-chave... para montar o quebra-cabeça, muitas vezes de uma vida inteira.
Quando isso acontece, você revê toda sua vida e pensa: “Nossa, aquele comportamento que eu gostava tanto em mim era essa crença mascarada; aquele outro, que eu não percebia que tinha, me trouxe mais desafios e me fez perder várias oportunidades que poderiam ter sido boas.”
Busco o autoconhecimento utilizando todos os recursos que conheço, inclusive minha religião/filosofia de vida.
Na PNL, aprendemos que nas perguntas estão as respostas e somos incentivados a nos perguntar muitas coisas para começarmos a analisar melhor as situações. Exemplo: o que de pior pode acontecer se eu tomar a decisão X que pode mudar muita coisa na minha vida?
Já no Espiritismo, somos incentivados a ir além: o que eu não estou vendo em mim? Que atitudes eu tenho que podem estar prejudicando o próximo sem que eu perceba?
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo X — “Bem-aventurados os que são misericordiosos”, itens 9 e 10 — “O argueiro e a trave no olho”, fala que somos hábeis em identificar o defeito do outro e não enxergamos o nosso.
Juntando as duas filosofias, me deparei com uma situação ínfima, sobre atitudes de outras pessoas que às vezes magoam. Resolvi conversar com um “anjo” que Deus colocou na minha vida. Esse anjo me perguntou: por que isso te incomoda tanto? Há tantas outras pessoas que te querem tão bem.
Fiquei refletindo.
Identifiquei padrões em todas as áreas da minha vida que mascaravam a crença raiz, que me impedia de ver o cisco no meu olho.
A sensação de encontrar a resposta é de uma paz, uma leveza tão grande...
Apesar de olhar para trás e pensar: eu podia ter agido diferente aqui, ali, acolá...
Poderia ter me sentido melhor durante a vida se tivesse entendido isso antes...
Mas o que importa?
Eu entendi.
E agora, sim, começa o trabalho real de mudança.
A vigilância!
São anos com comportamentos automáticos e, agora, um entendimento diferente.
É preciso trabalhar o estado de presença o tempo todo para não permitir que os comportamentos equivocados do passado se repitam.
O mais importante é não esquecer que cada virtude que descobrimos a necessidade de desenvolver é apenas uma cebola.
Quando esse entendimento virar conquista da alma, outras cebolas terão que ser descascadas.
O processo de evolução da psique e espiritual não pode parar nunca.
Paz e bem para todos nós! 🙌🙌🙌

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