✨✨✨ Presença ✨✨✨
Segunda postagem com foto in natura...
Depois de tantos anos em busca de me entender, pela primeira vez me sinto presente em mim.
E, como não podia ser diferente, coloquei meu focinho à mostra, sem máscaras, sem personagem.
Sinto como se cada versão, de cada época — feliz ou não — tivesse se integrado à pessoa que sou hoje.
O caminho do autoconhecimento não é leve, não é fácil — mas é necessário e constante.
Como dizia Sócrates: “Só sei que nada sei.”
Quanto mais nos conhecemos, mais conseguimos enxergar o que precisamos melhorar, aprender e, daí, nos tornamos outra versão que precisa ser integrada e “reconhecida”.
Na minha visão, o autoconhecimento total é impossível enquanto encarnados, pois somos a soma de todas as vidas que tivemos.
Mas nossas inclinações, boas ou não, deixam pistas.
As inclinações que não são boas, não gosto de chamar de más, e sim de desafios. Se encararmos cada um de frente, eles se transformam — e assim vamos nos melhorando.
Sempre fui o tipo de pessoa que transforma o ambiente e, por muitas vezes, achei isso ruim — me achava “bagunceira”. Hoje me acho alegre e me sinto honrada de tornar os ambientes alegres quando chego.
Hoje me honro por transformar experiências difíceis em aprendizado, força, consciência e novas oportunidades — em mim e naqueles que me rodeiam.
A cada desafio superado, nasce uma outra versão, com outros talentos a serem explorados.
Nada do que vivi foi em vão, tudo me trouxe a quem sou hoje.
Desde pequena, meu pai dizia: confie na sua intuição.
Hoje, pela primeira vez, sinto que confio. Meus medos bobos se foram.
Sou uma mulher inteligente, independente, mãe solo, que trabalha em dois empregos, atuante dentro da minha religião, faço quatro cursos doutrinários por semana e, ainda, sou voluntária em um trabalho remoto na casa matriz.
Não é pouca coisa. Não estou me gabando, estou reconhecendo que não sou pouco — antes, eu achava que era.
Ser mãe solo é desafiador, mas, no mundo de hoje, ser mãe de menina é mais ainda. E hoje tenho tanto orgulho do que “nós” nos tornamos nessa jornada. Educar, cobrar responsabilidade escolar, dar amor em dobro, cuidar emocionalmente e fisicamente — é desafiador e, ao mesmo tempo, profundamente gratificante. Nossa relação é de amizade, respeito e um amor recíproco.
Confesso que não foi fácil construir isso tendo que passar tantas horas trabalhando e, às vezes, chegando em casa e vê-la dormindo, apertando meu coração de mãe. E, ainda assim, valeu cada segundo.
Vivi momentos de muita insegurança até que ela chegasse à idade que tem hoje. Esses momentos me trouxeram aprendizado, força e amadurecimento.
Tudo o que passei virou matéria de ensino — meu e de quem caminha comigo.
Me reconstruí na minha fé. Eu sempre acreditei, estudei, aprendi muita coisa, mas foi quando precisei aplicar, no dia a dia, tudo o que conhecia para ter forças para perseverar que descobri que podia muito mais do que imaginava.
Descobri que ser útil é o que nos torna fortes, é o que tira nossos medos.
Aprendi a cuidar das pessoas, da família, do próximo, sem me apagar, porque cuido primeiro de mim para estar firme para cuidar deles.
Meu transbordar nasce de uma fonte cheia: Deus.
Aprendi a ser chão para mim e para os meus.
Aprendi que Deus quer de mim coragem para não adiar mais os passos que já pulsam em mim.
Hoje posso dizer que não adio mais, não negocio e não peço licença para existir.
Hoje honro em mim a voz consciente que expressa minha verdade com clareza, presença e responsabilidade.
Honro em mim a sensibilidade intuitiva que percebe o que nem sempre é dito em palavras.
Honro em mim a mulher sábia que atravessa fases importantes da vida e retorna mais consciente.
A palavra que me ancora é: Presença.
Presença em mim, em primeiro lugar.
Estar presente de corpo e alma em todos os momentos da minha vida, em cada área, em cada atividade.
Presença: levo essa palavra como bússola para minha vida.
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